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Esperma em sacos de batata: Detento revela como teve filhos no cárcere

Rafat al-Qarawi ficou preso durante 15 anos, mesmo sem visitas íntimas, realizou seu sonho e teve quatro filhos

Redação Publicado em 31/01/2022, às 17h22

Rafat al-Qarawi em entrevista
Rafat al-Qarawi em entrevista - YouTube/Palestinian Media Watch

Durante 15 anos, Rafat al-Qarawi esteve preso acusado de atividades terroristas contra Israel, conforme aponta a Intifada — levante palestino contra a ocupação de territórios. Encarcerado, al-Qarawi não tinha direito a visitas íntimas, mesmo assim, conseguiu realizar seu maior sonho: ser pai. 

Nesse período, Rafat não foi teve apenas de uma criança, mas sim quatro filhos, conforme aponta a Palestinian Media Watch (PMW) — desde 1996 a organização israelita publica estudos sobre a sociedade palestina. 

Mas a grande pergunta que fica é: "como?" Bom, a resposta parece surreal, mas a Palestinian Media Watch garante que a eficácia foi garantida por Rafat al-Qarawi , solto recentemente, em março de 2021. 

O palestino garantiu que seus filhos foram gerados por meio de seu esperma, que foi transportado cladestinamente em sacos de batata frita e de bolachas. Rafat conta que os pacotes eram marcados e dobrados de uma forma específica, já pré-combinada, e depois seu material genético era inseminado em sua mulher.

Por mais maluca que seja a ideia, al-Qarawi não foi o único a se beneficiar dela. Segundo a PMW, a prática é tão comum que existe toda uma operação com regras específicas, principalmente para não haver uma confusão com os pacotes. 

“Nós produzimos a amostra segundos antes de nos chamarem [para as visitas]”, explica o ex-detento. O esperma, então, era colocado em sacos dentros das embalagens, que eram dobradas de maneira específica, amarradas com fio, da forma que haviam combinado com as famílias na visita anterior. 

O saco, por último, seria “selado de forma profissional de forma que os guardas ou policiais de Israel não pudessem detectar que já tinha sido aberto”, continua Rafat

Nós contrabandeamos o esperma pela cantina. O prisioneiro palestino dá à sua família cinco itens em uma sacola. É como ir a um supermercado e querer dar algo para sua família, um presente, doces, biscoitos, suco, mel, o que você quiser", revelou. 

“Quando se vai para a visita levamos conosco o saco. Mas ninguém lhe toca além do detido. Quem vem receber a amostra é a nossa mãe ou a nossa mulher”, acrescentou al-Qarawi. “A família sai da prisão com o saco e vai logo para o centro médico de Razan para a inseminação”.

Segundo relatos da PMW, como já dito, Rafat não teria sido o único que se beneficiou da prática. A entidade estima que 101 crianças podem ter nascido desta forma. 

Entretanto, a comunidade científica contesta a eficácia do método. Segundo matéria publicada no portal do Dr. Jairo Bouer, o espermatozóide só sobrevive pouco tempo fora do corpo humano: “uma questão de minutos”.

“Para que sua vitalidade e função sejam mantidas, ele precisa dos líquidos que são expelidos junto do sêmen”, diz trecho do texto. “No entanto, esses fluidos secam rapidamente quando são expostos ao ar e uma vez secos, os espermatozoides ficam presos na substância e não conseguem mais se locomover”.