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Na Itália, esqueleto enterrado há 2 mil anos apresenta sinais de crucificação

Um homem teria sido crucificado assim como a Bíblia descreve a execução de Jesus Cristo. É a segunda descoberta do tipo em anos

segunda 4 junho, 2018
Era um método de tortura comum na era romana
Era um método de tortura comum na era romana Foto:Wikimedia Commons

Após estudos realizados em um esqueleto enterrado há 2 mil anos, arqueólogos das Universidades de Ferrara e Florença, na Itália, descobriram que o homem morreu após ter sido crucificado. O método é semelhante ao da execução de Jesus Cristo, descrito na Bíblia cristã.

Os restos foram achados em 2007, perto da cidade italiana de Veneza. Diferentemente da maioria dos corpos encontrados da era romana, esse não foi colocado em um túmulo, mas praticamente jogado numa cavidade.

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As novas pesquisas revelaram uma fratura não curada presente em um dos ossos que compunham o calcanhar do pé direito do homem. Os arqueólogos acreditam que a lesão foi causada por um prego. "No caso específico, apesar das más condições de conservação, podemos demonstrar a presença de sinais no esqueleto que indicam uma violência semelhante à da crucificação", diz Emanuela Gualdi, autora do estudo da Universidade de Ferrara, em entrevista ao portal Extense.

Os estudos também indicam que o homem era pequeno e faleceu quando tinha 30 ou 34 anos. O método que causou o seu óbito era comum no seu tempo.

Tortura

Os romanos usaram a crucificação como forma de punição por quase mil anos. Com os pés e os punhos pregados em uma cruz de madeira, as vítimas sofriam com uma morte lenta e agonizante.

Geralmente, o  procedimento era realizado na execução de escravos. Os corpos ficavam na cruz até apodrecerem ou serem devorados por animais – em alguns casos eram removidos e enterrados.

Embora o método fosse comum entre os romanos, essa é apenas a segunda vez que arqueólogos fazem uma descoberta do tipo. A primeira foi em 1968, na cidade de Jerusalém. O esqueleto apresentava uma fratura no calcanhar causada por um prego de 7 cm. O péssimo estado de conservação dos ossos dificulta os estudos.

Os restos do esqueleto encontrado em 1968 Reprodução / Ilan Shtulman

Quanto à nova descoberta, não foram encontrados sinais de crucificação nos pulsos. Os pesquisadores acreditam que o seus braços podem ter sido amarrados com uma corda. "Não sabemos se ele era um prisioneiro, mas o modo como foi enterrado indica que provavelmente era um indivíduo considerado perigoso ou difamado na sociedade romana", conclui Gualdi.

Thiago Lincolins


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