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Notícias / China Antiga

Esqueleto de mulher amputada evidencia punições da China Antiga

Mais de 3.000 anos depois, estudo mostra categorias de punições

Redação Publicado em 25/05/2022, às 13h30

Foto tirada no momento da publicação das pesquisas e comparação entre os ossos - Divulgação/Instagram Li Nan
Foto tirada no momento da publicação das pesquisas e comparação entre os ossos - Divulgação/Instagram Li Nan

Arqueólogos chineses fizeram uma descoberta surpreendente no esqueleto de uma mulher que teve seu pé amputado há mais de 3.000 anos. A novidade está em um novo estudo publicado na revista 'Acta Anthropologica Sinica', no dia 13 de abril, que sugere que a característica não é uma condição médica ou acidente, mas sim, de uma evidência de punição antiga.

Algumas pistas para essa conclusão são que, além de ferimentos graves, os ossos não mostraram nenhum sinal de doença que exigisse amputação, além dos cortes brutos no corpo. 

De acordo com um estudo de 2019 da 'Tsinghua China Law Review', o estilo de punição “yue” era popular na antiguidade do país, tendo registro de mais de 1.000 anos e não sendo abolido até o século II A.C.

Embora não esteja claro o que a mulher pode ter feito para perder o membro, até 500 infrações diferentes podem ter resultado em amputações enquanto ela estava vivo, incluindo traição, trapaça, roubo e até mesmo escalar determinados tipos de portões e outras entradas.

Após observação cuidadosa e discussões na mídia, nossa equipe de pesquisa descartou outras possibilidades e concordou que a amputação punitiva é a melhor interpretação", falou Li Nan, arqueóloga da Universidade de Pequim, na China, ao site Live Science.

Outros registros dos historiadores indicam que, "yue" foi uma das "cinco punições para a escravidão" implementadas pelo imperador da Dinastia Xia, a primeira dinastia do território nacional.

Punições na primeira dinastia chinesa

Com base nos estudos de 1975 do 'Georgia Journal of International & Comparative Law', havia cinco punições diferentes para o quem descumprisse as regras:

Mo: onde o rosto ou a testa eram tatuados com tinta indelével.

 Yi: em que o nariz do infrator foi cortado.

Yue: a amputação dos pés.

Gong: uma castração brutalmente completa.

Pi: uma sentença de morte que poderia ser executada por decapitação ou até mesmo ser fervido vivo e despedaçado por cavalos.

Inicialmente, o pé decapitado foi ignorado pelos pesquisadores que descobriam, em uma tumba no noroeste da China, em 199. Porém, a equipe de 2022 resolveu examiná-lo novamente, descobrindo novos detalhes sobre a vida da mulher.

Você pode conferir o estudo completo neste link;