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Esqueletos encontrados na Grécia revelam que povos antigos realizaram uma precoce cirurgia cerebral

A descoberta aponta algumas características da população que vivia no Império Romano do Oriente

Penélope Coelho Publicado em 08/04/2020, às 15h57

Visão do crânio que passou por uma cirurgia complicada
Visão do crânio que passou por uma cirurgia complicada - Divulgação

Pesquisas da Universidade Adelphi realizadas em dez corpos encontrados em Palaiocastro, na ilha de Tassos, na Grécia, revelaram algumas peculiaridades sobre alguns povos que viviam no Império Romano do Oriente. Os restos mortais examinados eram de quatro mulheres e seis homens. Para os pesquisadores, eles faziam parte da mesma tribo e viviam com uma boa condição social.

"O local do enterro, a arquitetura da igreja e a construção dos túmulos são espetaculares", afirmou o pesquisador e antropólogo Anagnostis Agelarakis. Segundo ele, isso indica a posição social elevada dos indivíduos enterrados ali.

Outra coisa que chamou a atenção na descoberta desses corpos foi a alta tendência à lesões, machucados e traumas nos ossos analisados. Indicando que o povo tinha uma vida bastante agitada.

Intervenções delicadas

Os pesquisadores acreditam que isso desencadeou diversos procedimentos cirúrgicos realizados nessas pessoas, o que foi comprovado com os restos mortais. Inclusive, uma complexa cirurgia cerebral, descoberta no crânio de um dos homens. Através das pesquisas, foi determinado que a possível causa da intervenção tenha sido por uma infecção, e que o homem morreu em seguida.

No entanto, devido à tamanha complexidade do procedimento, os estudiosos consideram a possibilidade de que esse homem era alguém  importante no local. E por isso, a cirurgia foi conduzida por profissionais experientes que fizeram de tudo para tentar salvar a vida desse possível líder.