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Esqueletos são encontrados enterrados em suas próprias casas no assentamento Çatalhöyük

Na Turquia, arqueólogos descobriram os ossos de pessoas que viveram na comunidade neolítica há quase 9 mil anos

Isabela Barreiros Publicado em 28/03/2020, às 10h44

O assentamento Çatalhöyük, na Turquia
O assentamento Çatalhöyük, na Turquia - Divulgação/Universidade de Estetino

O assentamento Çatalhöyük, na Turquia, é um importante sítio arqueológico que remonta ao período neolítico, habitado entre 7.500 e 5.700 a.C. Muitas descobertas já foram feitas no local, no entanto, a mais recente delas diz respeito a esqueletos que foram encontrados enterrados em suas próprias casas.

De acordo com a arqueóloga polonesa Katarzyna Harabasz, da Universidade de Estetino, principal responsável pela pesquisa, alguns dos moradores do assentamento foram colocados em túmulos rasos cobertos com gesso nos limites de suas próprias residências.

Crédito: Divulgação/Universidade de Estetino

 

Um dos esqueletos encontrado foi o de uma mulher que provavelmente morreu entre os seus 35 e 50 anos. A casa em que ela foi encontrada havia sido habitada por volta de 6.700 e 6.500 a.C., e seus ossos estavam repletos de fuligem orgânica. Segundo Harabasz, ela inalou fumaça da lareira e desenvolveu uma doença pulmonar obstrutiva crônica, "resultando em insuficiência respiratória".

Os pesquisadores também sugeriram que alguns dos esqueletos foram exumados do local em que haviam sido previamente enterrados. Acredita-se que os túmulos tenham sido reabertos com o intuito de remover partes do corpo para colocar novos cadáveres em seu lugar.