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"Esses recursos foram bloqueados”: Cuba denuncia EUA por atrapalhar vacinação no país

Autoridades cubanas culpam os embargos impostos pelos americanos pela insuficiência de doses para imunizar a população contra a Covid-19

Alana Sousa Publicado em 29/05/2021, às 09h20

Imagem meramente ilustrativa de vacinas
Imagem meramente ilustrativa de vacinas - Divulgação/Pixabay

Na última sexta-feira, 28, autoridades de Cuba denunciaram os Estados Unidos pela imposição e fortalecimento de embargos que atrapalhou na campanha de vacinação da população contra o coronavírus, segundo o portal UOL.

O país, que desenvolveu sua própria vacina, afirma que não conseguiu produzir doses suficientes para imunizar as pessoas. Isso de deve as políticas externas dos EUA. Vale lembrar que Cuba conseguiu controlar a pandemia e apresenta números baixos de mortos, que chegaram a 933, e 139 mil infectados.

“É preciso dizer que não vacinamos mais cubanos porque não tivemos recursos para fabricar mais vacinas, que fique claro para o mundo”, afirmou o vice-diretor do Finlay Institute of Vaccines, Yuri Valdés, na Assembleia Nacional.

O cientista ainda explicou na sessão que a falta de doses “não é por falta de evidência técnica, é porque não tivemos os recursos, porque esses recursos foram bloqueados”.

“Você tem que convocar o governo dos Estados Unidos, digamos, está bem, não verifique tudo, mas verifique se, faça algo, você pode ser (significar) a diferença entre mortos e não mortos”, enfatizou Valdés em fala direcionada ao presidente americanoJoe Biden.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,4 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 459 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 169 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,5 milhões de mortes.