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Estado irá indenizar em R$ 2 milhões, homem que passou 17 anos preso injustamente

Eugênio Fiúza de Queiroz foi confundido com um estuprador em série, na década de 1990

Penélope Coelho Publicado em 28/04/2021, às 15h07

Fotografia do Maníaco do Anchieta ao lado da foto de Eugênio Fiúza de Queiroz
Fotografia do Maníaco do Anchieta ao lado da foto de Eugênio Fiúza de Queiroz - Divulgação/Defensoria Pública MG

De acordo com informações publicadas na última quarta-feira, 27, pelo portal de notícias UOL, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu em segunda instância que o Estado deverá pagar uma indenização no valor de R$ 2 milhões e uma pensão vitalícia de cinco salários mínimos, para um homem que ficou preso injustamente por 17 anos.

Trata-se de Eugênio Fiúza de Queiroz, que foi confundido com um estuprador em série, no ano de 1995. Na ocasião, o homem — que hoje em dia tem 70 anos — foi preso erroneamente no lugar de um criminoso conhecido como Maníaco do Anchieta, que realizou diversos abusos sexuais contra mulheres em Minas Gerais, na década de 1990.

As coisas só começaram a mudar para Eugênio no ano de 2012, quando uma vítima reconheceu o verdadeiro Maníaco do Anchieta, Pedro Meyer Ferreira Guimarães, que foi preso. Queiroz foi finalmente solto em 2013, e desde então, sobrevive de uma pensão estatual juntamente com o dinheiro que ganha como artista plástico.

De acordo com o defensor público responsável pelo caso, Wilson Hallak, durante o tempo que ficou preso injustamente, Eugênio perdeu diversos momentos importantes de sua família, não pôde acompanhar o filho crescer e nem comparecer ao enterro da mãe. Além do dano psicológico irreparável.

“A verdade é que não há reparação proporcional em um caso deste. O prejuízo é imensurável, não posso dizer que ele foi reparado 100%, mas parcialmente. O tempo não volta e parte da vida que ele perdeu também”, disse Hallak, em entrevista ao UOL.