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Estados Unidos registra ataques de milícias de extrema-direita contra o movimento Black Lives Matter

Grupos de "vigilantes brancos" e milícias se reuniram para "contramanifestações" em todo o país nos últimos meses

Giovanna de Matteo Publicado em 09/09/2020, às 08h49

Foto de manifestação do Black Lives Matter
Foto de manifestação do Black Lives Matter - Wikimedia Commons

As "contramanifestações" organizadas por grupos conservadores chamados de "vigilantes brancos" e milícias de extrema-direita começaram logo depois do caso de George Floyd, junto com os protestos contra a violência policial e o racismo liderados pelo movimento Black Lives Matter.

Estes "vigilantes" geralmente estão ligados a grupos supremacistas brancos e têm sido classificados "conservadores extremistas". O objetivo deles é romper com as ondas de protestos antirracistas que se iniciaram nos EUA este ano, que são vistos por esses grupos como um pressuposto para atos de vandalismo e destruição das propriedades.

Segundo um levantamento feito pelo professor e pesquisador Alexander Ross, do Centro para Análise da Direita Radical nos Estados Unidos, estima-se que em três meses, foram feitos pelo menos 497 atos públicos desse tipo, onde foram registrados ao menos 64 casos de agressão, 38 incidentes com carros, e nove casos de ataques com armas de fogo contra os manifestantes antirracistas. Ao todo, seis pessoas foram baleadas e três morreram. Os dados foram publicados pelo Huffington Post.

Um mapa, ainda em desenvolvimento, elaborado por Ross, aponta os locais em que as ações extremistas aconteceram, como as cidades de Gresham (Portland), Pasadena (Califórnia) e Seattle (Washington), que registram ao menos sete eventos envolvendo os "vigilantes brancos" ou as milícias de extrema-direita.

Mapa feito por Alexander Ross a respeito das ações dos grupos de direita nos EUA / Crédito: Divulgação