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Estátua de Mãe Gilda é alvo de vandalismo na Bahia

Símbolo de resistência de religiões de matriz africana, o monumento já tinha sido depredado em 2016

Alana Sousa Publicado em 16/07/2020, às 13h30

Estátua danificada de Mãe Gilda
Estátua danificada de Mãe Gilda - Divulgação/Instagram

Símbolo de resistência de religiões de matriz africana, a estátua que homenageia a ialorixá Gildásia dos Santos, mais conhecida como Mãe Gilda foi alvo de depredação na última quarta-feira, dia 15. Esta é a segunda vez que o monumento é vandalizado como uma forma de intolerância religiosa, a primeira aconteceu em 2016. O caso aconteceu no bairro de Itapuã, em Salvador, Bahia.

Quem identificou as marcas de destruição do busto foi a filha — e sucessora — de Mãe Gilda, Jaciara Ribeiro dos Santos. Em suas redes sociais, a mulher se mostrou indignada com a situação: “Eu estou aqui no busto de Mãe Gilda. Eu recebi uma ligação dizendo que um homem veio aqui, depredou e quebrou tudo. Ele foi algemado, a polícia está aqui. Ele disse que foi a mando de Deus. Que Deus é esse?”.

O criminoso foi capturado pela polícia, futuramente ele poderá responder pela acusação de crime contra patrimônio público.

“Num momento onde o país passa por tanta dificuldade, mais uma vez o busto de Mãe Gilda é depredado. Então eu estou aqui convocando o povo de candomblé, que a gente precisa ter este exemplo, eu não quero ser a garota propaganda da intolerância, mas são 21 anos da morte de Mãe Gilda e ainda assim esse ódio religioso não acaba!”, falou mãe Jaciara.