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Estátua de suposto premiê japonês causa atrito entre Japão e Coreia do Sul

A estátua retrata um homem se curvando diante de uma "mulher de consolo", coreanas obrigadas a se prostituir durante a Segunda Guerra

Caio Tortamano Publicado em 28/07/2020, às 14h56

Estátua mostra homem se curvando diante de mulher de consolo
Estátua mostra homem se curvando diante de mulher de consolo - Divulgação - Jardim Botânico da Coreia

No jardim botânico de Pyeongchang, na Coreia do Sul, uma estátua causou desconforto para o governo do Japão, que acredita que a obra representa o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, se ajoelhando diante de uma das muitas mulheres que foram obrigadas a trabalhar como prostitutas nos tempos de guerra.

Essas mulheres, maioria coreana, ficaram conhecidas nos tempos de guerra por serem forçadas a trabalhar como prostitutas em bordéis, servindo principalmente soldados japoneses.

Todavia, de acordo com informações no Portal UOL, o chefe do jardim botânico afirmou se tratar de qualquer pessoa que possa estar em posição de se desculpar pelo erro histórico, e que “se essa pessoa for Abe, isso seria bom”.

Já o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, afirmou que a relação entre os dois países poderia encarar conflitos se os relatos da similaridade entre estátua e chefe de estado forem verdadeiros. Além disso, Suga disse ser um caso de violação imperdoável do protocolo internacional. Estátuas de mulheres de consolo já foram instaladas na frente do consulado japonês em Seul.

O Japão afirma que a discussão acerca do abuso sofrido por essas coreanas na era mais sombria da história japonesa está encerrada. Em 2015, um acordo firmado por Abe e a então presidente da Coreia, Park Geun-hye, prometia um fundo de ajuda pago pelos japoneses à essas sobreviventes. Os coreanos, entretanto, agora sob o comando de Moon Jae-in, declaram o acordo falho.