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Estrela de Belém: Conjunção entre Júpiter e Saturno acontece nesta segunda-feira, 21

A maior aproximação visível entre os planetas desde a Idade Média poderá ser observada. Veja como!

Penélope Coelho Publicado em 21/12/2020, às 10h28

Ilustração de Júpiter e Saturno
Ilustração de Júpiter e Saturno - Divulgação

Nesta segunda-feira, 21, um raro fenômeno irá acontecer no céu durante a noite, a chamada Grande Conjunção, ou Estrela de Belém. Trata-se do alinhamento entre Júpiter e Saturno, sendo a maior aproximação visível entre os planetas desde 1623. As informações são da Globo News.

Júpiter e Saturno estarão a menos de 0,1 grau um do outro vistos a olho nu. Acredita-se que se o céu estiver sem muitas nuvens, o fenômeno poderá ser tranquilamente visto sem a ajuda de aparelhos especiais.

Os especialistas afirmam que aqueles que estão mais próximos da linha do Equador terão mais tempo para visualizar o fenômeno. Para os brasileiros, os astrônomos recomendam que os interessados busquem por um local alto, meia hora após o pôr do sol.

De acordo com os astrônomos, é importante que busquem olhar para a direção noroeste. Para distinguir os planetas, basta saber que Júpiter é o mais brilhante localizado abaixo do lado esquerdo, enquanto Saturno aparece menor e acima do lado direito.

Sabe-se que os dois planetas se põem por volta das 20h30, mas poderão ser vistos próximos até o dia 30 de dezembro, quando eles devem se afastar. Quem tiver binóculos ou telescópio poderá observar o acontecimento com mais definição.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu.

Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles).

A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição.

Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.