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Estudo afirma que desgelo na Groenlândia atingiu níveis irreversíveis

Após décadas de análise, os cientistas descobriram que a camada de gelo do território chegou à sua menor extensão em 40 anos

Pamela Malva Publicado em 15/08/2020, às 15h30

Imagem meramente ilustrativa de geleira na Groenlândia
Imagem meramente ilustrativa de geleira na Groenlândia - Wikimedia Commons

A cada ano que passa, o derretimento nos polos aumenta, assim como o nível de água nos oceanos. Agora, segundo artigo publicado na revista Nature Communications Earth & Environment, o desgelo na Groenlândia atingiu um ponto irreversível.

Em julho deste ano, segundo os cientistas envolvidos no estudo, a camada de gelo polar do território chegou na menor extensão já vista em 40 anos. Nesse sentido, os especialistas observaram 234 geleiras em todo a área do ártico, por 34 anos.

Durante esse período, ficou claro que a neve dos invernos não mais supria a falta do gelo que derreteu no verão. Dessa forma, a Groenlândia é a maior responsável pela elevação no nível dos oceanos — cerca de um milímetro por ano, segundo o G1.

Ilha revelada pelo desgelo na Antártida / Crédito: Divulgação

 

O estudo ainda afirma que se, um dia, todas as geleiras do território derreterem, a água gerada elevaria o nível dos mares em 6 metros. Isso seria o bastante para inundar diversas cidades costeiras ao redor do mundo em um processo que levaria décadas.

Segundo os cientistas, contudo, é importante frisar que velocidade dos derretimentos independe das emissões que causam o aquecimento global. Ainda assim, é interessante conter o crescimento da temperatura do planeta, a fim de desacelerar o desgelo — o que pode ser feito através da redução das emissões de gases.