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Estudo aponta crescimento na crença na vida após a morte de animais de estimação

Analisando sepulturas de dois cemitérios de animais ao longo de um século, pesquisador americano revelou detalhes surpreendentes sobre a relação dos humanos com seus bichos

Alana Sousa Publicado em 27/10/2020, às 13h30

Imagem meramente ilustrativa de um gato
Imagem meramente ilustrativa de um gato - Pixabay

Um novo estudo publicado na última edição da revista Antiquity, traz detalhes sobre como cemitérios de animais podem ajudar a entender a crença dos donos na vida após a morte de bichos de estimação. O assunto foi o objeto da análise do pesquisador Dr. Eric Tourigny, da Newcastle University.

Tourigny estudou cemitérios de Newcastle e Londres, ambos da Inglaterra, desde a inauguração do primeiro local dedicado para os enterros dos amados bichos. Começando por 1881, o estudioso analisou sepulturas ao longo de cem anos.

“As referências a animais à medida que os membros da família aumentam após a Segunda Guerra Mundial, coincidindo com um aumento no uso de sobrenomes de família em lápides de animais de estimação”, explica Eric em seu artigo.

O texto afirma que durante o século 19 existem poucas referências sobre a vida após a morte dos animais de estimação. Entretanto, no século seguinte “uma proporção maior de lápides de animais sugerindo que os proprietários estavam aguardando uma reunião na vida após a morte”.

Apesar na mudança, principalmente social, em relação a essa demonstração de respeito e afeto pelos animais adotados, algo ainda permanece intacto, segundo Tourigny: “As atitudes da sociedade em relação à morte mudaram pouco, pois a metáfora do sono é usada continuamente ao longo do século 20”.