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Estudo aponta evidências de poligamia em tumba da Pré-História

Restos mortais encontrados em tumba de 5.700 revela que homem teve descendentes com quatro mulheres

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 23/12/2021, às 17h39

Fotografia do local onde a tumba foi encontrada
Fotografia do local onde a tumba foi encontrada - Divulgação/ Cotswold District Council

Uma tumba do Neolítico contendo os restos mortais de 35 pessoas foi encontrada na reserva natural de Cotswolds, que fica localizada na região central da Inglaterra. Análises laboratoriais revelaram que os indivíduos eram todos eram parte de uma mesma família, constituindo cinco gerações diferentes.

A parte mais curiosa do achado, porém, é que os cientistas foram capazes de traçar a linhagem de 27 deles a quatro mulheres que tiveram filhos com o mesmo homem há 5.700 anos. Essa configuração pode ser resultado de relações poligâmicas, ou então de relações monogâmicas em série. 

Essas relações de sangue próximas permitiram que os pesquisadores reconstruíssem a árvore genealógica daquela família. O resultado foi não apenas extenso, mas também o registro mais antigo que temos desse tipo. 

Árvore genealógica reconstruído / Crédito: Divulgação/ NewCastle University

 

Vale mencionar que o grupo viveu durante o primeiro século em que os humanos se sedentarizaram, passando a praticar a agricultura e a pecuária. 

De acordo com informações repercutidas pelo Daily Mail, o estudo foi considerado valioso por adicionar mais informações ao nosso entendimento das estruturas familiares mantidas por nossa espécie durante a Pré-História, e também das tumbas em si.

A tumba em Hazleton North tem duas áreas separadas, uma acessada por uma entrada norte e a outra por uma entrada sul, e apenas uma descoberta extraordinária é que inicialmente cada uma das duas metades da tumba foi usada para colocar os restos mortais do morto de um dos dois ramos da mesma família", afirmou Chris Fowler, principal autor do estudo. 

"Isso é de importância mais ampla porque sugere que o layout arquitetônico de outras tumbas neolíticas pode nos dizer sobre como o parentesco operava nessas tumbas", acrescentou o especialista.