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Estudo aponta que pessoas infectadas com variante Delta apresentam carga viral 300 vezes maior

A nova cepa do vírus vem preocupando especialistas ao redor do mundo

Penélope Coelho Publicado em 25/08/2021, às 07h19

Imagem ilustrativa de um teste de coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste de coronavírus - Getty Images

Na última terça-feira, 24, um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA) trouxe novas informações sobre a variante Delta do novo coronavírus. As informações são da agência de notícias Reuters e foram publicadas pelo portal Exame.

De acordo com a pesquisa, pessoas infectadas com a variante Delta apresentam carga viral 300 vezes maior do que aquelas que testam positivo para a versão original do vírus da Covid-19.

Segundo a reportagem, o estudo se refere ao momento em que os sintomas da doença começam a se manifestar no corpo. Ou seja, com o tempo esse número diminui. Dentro de quatro dias, por exemplo, a quantidade é 30 vezes maior.

Lee Sang-won, profissional do Ministério da Saúde da Coreia do Sul, afirmou em coletiva de imprensa que essa carga viral mais elevada significa que a nova cepa consegue se disseminar com muito mais facilidade, aumentando contágio e consequentemente hospitalizações.

"Mas isto não significa que a Delta é 300 vezes mais infecciosa [...] achamos que sua taxa de transmissão é 1,6 vez a da variante Alpha, e cerca de duas vezes a da versão original do vírus", afirma Sang-won.

Atualmente, a variante Delta é uma das maiores preocupações mundiais em meio à pandemia do novo coronavírus. A recomendação das autoridades da saúde é que se mantenha o distanciamento social e sob qualquer suspeita de sintomas, que se faça o teste que detecta a presença do vírus.