Black Friday Amazon 2021
Notícias » Arqueologia

Estudo descobre nova espécie de dinossauro na Groenlândia

Pesquisa analisou crânios que antes tinham sido classificados como Plateosaurus

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 11/11/2021, às 14h47

Ilustração do dinossauro Issi saaneq descoberto na Groenlândia
Ilustração do dinossauro Issi saaneq descoberto na Groenlândia - Divulgação / Victor Beccari

Há 27 anos, em 1994, pesquisadores encontraram, em uma escavação, dois crânios de dinossauros em ótimo estado na Terra de Jameson, uma península no leste da atual Groenlândia. No entanto, no momento de identificar a que espécies os fósseis pertenciam, os cientistas cometeram um erro que só foi resolvido recentemente.

Na época em que os ossos foram achados, os responsáveis pela descoberta o etiquetaram como um membro da espécie Plateosaurus, um dinossauro de pescoço longo que viveu na Alemanha, França e Suíça durante o período Triássico. 

Agora, porém, o herbívoro foi identificado pelo nome científico Issi saaneq. De tamanho médio e pescoço longo, o novo estudo o classificou como predecessor dos saurópodes — os maiores dinossauros já descobertos.

Reconstrução digital dos crânios de Issi saaneq - Foto: Reprodução / Victor Beccari

 

Em uma nota para a imprensa, os pesquisadores, parte da Universidade de Lisboa e de Copenhague, explicaram que, após análise, constatou-se que as estruturas do animal são particulares.

“A anatomia dos dois crânios é única em muitos aspectos, por exemplo, na forma e nas proporções dos ossos. Estes espécimes pertencem certamente a uma nova espécie”, afirmou Victor Beccari, líder da pesquisa.

Uma espécie nunca antes vista, o Issi saaneq foi nomeado assim pois é um título que significa ‘osso frio’ na língua de um dos povos inuit que habita a Groenlândia. As informações vem das coberturas dos portais LiveScience e Galileu.

O estudo “Um novo dinossauro sauropodomorfo do fim do Triássico (norian) da Terra de Jameson”, divulgado na revista científica Diversity,  descreve que a espécie teria vivido no território, que atualmente é congelante, em uma época em que o clima temperado era úmido, previamente à separação de Pangea, a cerca de 214 milhões de anos atrás.