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Estudo em pata desmistifica fama 'assassina' de dinossauro

Rastro de animal foi encontrado em teto de caverna australiana em 1960

Fabio Previdelli Publicado em 28/10/2021, às 17h04

Foto ilustrativa do dinossauro
Foto ilustrativa do dinossauro - Divulgação/Anthony Romilio

Com quase 45 centímetros, uma pata de dinossauro foi encontrada por mineiros no teto de uma caverna, em 1960. Estudos da época apontavam que a espécie tinha quase dois metros de altura e, muito provavelmente, pertencia a um dinossauro ‘assassino’ carnívoro.

Porém, um estudo recente, publicado no periódico Historical Biology, aponta que as coisas não são exatamente assim, afinal, o dino era na verdade um herbívoro pacífico que habitou as planícies da Austrália — onde seus rastros foram encontrados. 

Com uma análise mais refinada do fóssil, constatou-se que a pegada era muito menor do que se imaginava, já que os antigos pesquisadores haviam feito uma confusão em relação as marcas das garras do dinossauro — que imaginou-se ser de seu tamanho em si.

Reprodução em 3d da pata do dino/ Crédito: Divulgação/Anthony Romilio

 

Com isso, descobriu-se que a marca era 35% menor do que se pensava; já o animal também era menor, tendo cerca de 1,4 metros de altura e, por volta, de 6 de comprimento. O que ajudou nessa interpretação errada é que os pesquisadores pensavam que parte de uma rocha era seu calcanhar. 

Com essas informações, foi revelado que o dinossauro era um prossaurópode, ancestral dos saurópodes, um dos maiores animais terrestres do planeta, segundo explica matéria publicada no portal SoCientifica. 

Conhecido por seus pescoços e caudas longas, além das patas cilíndricas, o grupo se alimentava de plantas. O dinossauro viveu na Austrália há 220 milhões de anos, alternando, provavelmente, entre o andar entre duas e quatro patas. Antes das pegadas, recém reclassificadas, as evidências mais antigas da espécie datavam de 50 milhões de anos atrás.