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Estudo indica que EUA poderia ter evitado mais de 400 mil mortes por coronavírus

Se tivesse seguido medidas similares a outros países ricos, a nação de Donald Trump teria impedido cerca de 40% dos óbitos

Alana Sousa Publicado em 11/02/2021, às 10h00

O ex-presidente americano Donald Trump
O ex-presidente americano Donald Trump - Divulgação

A renomada revista cientifica, The Lancet, publicou um artigo, repercutido pelo G1, no qual afirma que os Estados Unidos poderiam ter evitado cerca de 40% das mortes (461 mil) por coronavírus de tivessem seguido medidas indicadoras de mortalidade similares a outros países, como Alemanha, França, Japão e Canadá.

“Os EUA se saíram muito mal nesta pandemia, mas o estrago não pode ser atribuído apenas a Trump. Também tem a ver com falhas sociais. Isso não vai ser resolvido com uma vacina”, afirmou Mary Bassett, diretora do Centro FXB para Saúde e Direitos Humanos da Universidade Harvard.

Apesar de reconhecer a culpa do ex-presidenteDonald Trump, os especialistas apontam que um conjunto de fatores agravou a pandemia no país. Ainda vemos um número descontrolado de mortes e infecções, até o momento foram registrados mais de 470 mil óbitos e, pouco mais de 27 milhões de casos de coronavírus.

Entre a descrença na pandemia, a propagação de fake news e remédios ineficazes, Trump agravou a situação que já era caótica no país. “Ele foi uma espécie de ponto culminante de um determinado período, mas não é o único arquiteto”, acrescenta Bassett.

A pesquisa aponta uma degradação ainda no início da crise da Covid-19. Em comparação ao Reino Unido e o Canadá, os EUA gastaram apenas metade de fundos públicos dedicados à saúde. Isso refletiu diretamente na taxa de mortalidade, que se manteve mais estável em nações de primeiro mundo.

“A coisa mais importante que precisamos fazer em nosso país é diminuir as enormes e crescentes desigualdades que surgiram em nosso país”, enfatiza David Himmelstein, professores da City University of New York.