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Estudo indica que, nos EUA, racismo é mais mortal que a Covid-19

Segundo a autora da pesquisa, no entanto, até mesmo os dados da doença entre brancos e negros são desproporcionais. Confira o infográfico!

Pamela Malva Publicado em 27/08/2020, às 17h00

Imagem meramente ilustrativa de protesto antirracista nos EUA
Imagem meramente ilustrativa de protesto antirracista nos EUA - Wikimedia Commons

Em meio à crise pandêmica do Coronavírus, o Departamento de Sociologia da Universidade de Minnesota produziu um estudo emblemático. A pesquisa relaciona as taxas de mortalidade entre negros vítimas de racismo e brancos vítimas do Covid-19.

Ficou claro, com a análise de diversos dados, que o número de brancos mortos pela doença, nos Estados Unidos, é inferior à quantidade de homens negros mortos por ano no país. E as coisas pioram quando comparamos a causa das mortes, já que, em comunidades violentas e suscetíveis a crimes movidos por racismo, o homicídio é a maior causa do óbito de homens negros entre 1 e 44 anos, segundo o UOL.

Como disse Elizabeth Wrigley-Field, a autora do estudo, em entrevista à CNN, “as próprias mortes por covid-19 já são altamente desproporcionais na população negra do país”. Para a acadêmica, isso pode ampliar ainda mais a desigualdade social.

Os dados mais recentes, de 2017, mostram que a taxa de mortalidade entre brancos era de 899 mortes por 100 mil pessoas. Em 2020, os óbitos entre brancos causados pela covid-19 são de 28 mortes por 100 mil habitantes até o final de julho.

Ainda na reportagem da CNN, o pediatra Dr. Olubukola Nafiu ressalta que, quando analisamos o estudo, é importante lembrar que as estimativas são de modelagem estatística. Dessa forma, ainda que úteis, elas podem ficar distantes da realidade.

Confira mais dados da pesquisa norte-americana:

Infográfico elaborado a partir dos dados da pesquisa / Crédito: Aventuras na História

 

Atualmente, os Estados Unidos já registraram mais de 6 milhões de casos de Covid-19. Destes, 3,3 milhões de pessoas já se recuperaram, enquanto 184 mil foram vítimas da doença. No mundo, já foram mais de 24 milhões de infectados, sendo 17 milhões de recuperados e 833 mil mortos pelo Coronavírus.