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Estudo pode ter identificado artefatos europeus mais antigos já descobertos na América do Norte

As relíquias teriam chegado ao continente no século 15

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 10/02/2021, às 14h54

Fotografia dos artefatos
Fotografia dos artefatos - Divulgação/ American Antiquity

Recentemente, um artigo publicado pela American Antiquity analisou dez contas de vidro na cor azul desenterradas no Alasca no fim do século 20 e começo do 21, descobrindo que os intens eram mais antigos do que se imaginava. 

Os pesquisadores usaram o método de datação de carbono para descobrir que as contas haviam sido criadas entre os anos de 1397 e 1488. Vale dizer que esse tipo de análise não funciona em vidro, de forma que o material testado foi, na verdade, os cordões amarrados nas relíquias. 

Outra conclusão do artigo é que os itens de vidro azul foram produzidos na cidade de Veneza, na Itália, e transportados através das rotas de comércio terrestres da época (apenas no fim da jornada um caiaque teria sido necessário para cruzar o Estreito de Bering, com a mercadoria então chegando ao seu destino final). 

“Este é o primeiro caso documentado da presença de materiais europeus indubitáveis ​​em sítios pré-históricos no Hemisfério Ocidental como resultado do transporte terrestre através do continente eurasiano”, escreveram os especialistas no artigo, segundo divulgado pelo Smithsonian Magazine. 

Como consequência, os objetos podem ser os mais antigos artefatos de origem europeia já descobertos na América do Norte.

Uma implicação importante da descoberta foi justamente o alcance desse comércio, capaz de transportar produtos da Itália e outros países europeus por longas distâncias, de forma que estiveram presentes até mesmo em um local remoto como o Alasca.