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Estudo reforça teoria sobre a intrigante construção de Stonehenge

Durante anos, comunidade científica tenta entender como blocos de 2 metros de altura e com mais de 5 toneladas foram levados até o local

Fabio Previdelli Publicado em 08/07/2020, às 10h11

O monumento de pedras Stonehenge, no Reino Unido
O monumento de pedras Stonehenge, no Reino Unido - Getty Images

Stonehenge é uma das atrações mais intrigantes do mundo. Construído entre 3000 e 2000 a.C, o monumento neolítico teria sido criado com uma mescla de pedras locais com outras originarias de regiões bem mais distantes. Um exemplo disso é a Pedra do Altar, um bloco com mais de 2 metros de largura e que pesa cerca de 5,5 toneladas. Mas a grande questão é: como essas peças chegaram até lá?

Segundo uma pesquisa recente realizada por cientistas britânicos, que será publicada na edição de agosto do Journal of Archaeological Science, os blocos de pedra de Stonehenge foram levados até lá por meios terrestres. A conclusão se deu por meio de analises mineralógicas realizadas na região.

O estudo contraria outra versão amplamente aceita por pesquisadores que diz que as pedras do monumento foram transportadas do País de Gales para Wiltshire, local onde fica Stonehenge, através do Canal de Bristol.

Entretanto, essa nova análise rechaça a ideia de que a matéria-prima da construção seja originaria de uma pedreira na cidade galesa de Milford Haven, no noroeste do país. De acordo com o estudo, a composição de minerais da Pedra do Altar não bate com as encontradas nessa pedreira, mas sim com o material presente onde hoje fica a cidade de Abergavenny, na parte leste de Gales.

"A ideia era que [os blocos] foram arrastados pelas encostas do sul de Milford Haven e depois transportados de balsa pelo estuário de Severn e pelo rio Avon até a planície de Salisbury", explica Rob Ixer, integrante do estudo. "Em vez disso, acreditamos agora, e parece bastante provável, que as pedras foram transportadas manualmente."

A nova pesquisa sugere que a Pedra do Altar teria sido coletada em Abergavenny e levada pelo estuário do rio Severn — uma região que era mais movimentada durante aquele período. Porém, para chegarem a uma conclusão mais assertiva, os pesquisadores reforçam que é fundamental confirmar de onde vieram os blocos — o que ainda não aconteceu. "Quando a fonte for localizada, as implicações para as rotas de transporte poderão ser exploradas", disseram os autores do estudo.