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Estudo revela como seria se a gripe espanhola voltasse nos dias atuais

A pesquisa revela que o mundo não estaria preparado para os efeitos devastadores da gripe espanhola

Giovanna de Matteo Publicado em 14/09/2020, às 09h40

Enfermaria carioca de 1918 com infectados pela gripe espanhola
Enfermaria carioca de 1918 com infectados pela gripe espanhola - Divulgação/Biblioteca Nacional

Um documento preparado por um grupo que conta com nomes como o de Gro Harlem Brundtland, ex-diretora-geral da OMS e de Chris Elias, presidente de programas globais da Bill & Melinda Gates Foundation, entre outros, apontou que o mundo não está preparado para uma pandemia das proporções a da Gripe Espanhola, ocorrida em 1918.

A pesquisa foi realizada antes da pandemia do novo Coronavírus por alguns dos maiores especialistas do mundo, na qual alertaram que, o problema que ronda a crise da pandemia hoje não é a falta de tecnologia ou conhecimento, mas de liderança política para assumir responsabilidades e principalmente a inexistência de uma cooperação internacional real.

O levantamento mostrou respostas claras à hipótese proposta de que se algo parecido com a Gripe Espanhola voltasse a ocorrer nos dias de hoje, até 80 milhões de pessoas morreriam no mundo. Além disso, os fatos apontaram uma enorme decadência na economia e segurança nacional, onde o planeta poderia chegar a perder 5% de seu PIB e criar um cenário que aniquilaria quase 5% da economia mundial, afetando seriamente o comércio global.

A avaliação é de que a pandemia do Covid-19 já atingiu US$ 11 trilhões de gastos e pode gerar mais US$ 10 trilhões em perda de renda. No entanto, foi constatado que para criar uma preparação adequada à eventos desse tipo, o planeta precisaria de apenas US$ 5,00 por pessoa, anualmente. 

"A pandemia global de influenza de 1918 adoeceu um terço da população mundial e matou até 50 milhões de pessoas, o equivalente a 2,8% da população total. Se um contágio semelhante ocorresse hoje com uma população quatro vezes maior e tempos de viagem em qualquer lugar do mundo inferiores a 36 horas, 50 a 80 milhões de pessoas poderiam perecer", alertaram os especialistas.