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Estudo revela níveis altos de resíduos de plástico em mexilhões, ostras e vieiras

Especialistas analisam os impactos que a contaminação por microplásticos pode trazer para os humanos que consomem frutos do mar

Penélope Coelho Publicado em 24/12/2020, às 10h00

Imagem meramente ilustrativa de ostras
Imagem meramente ilustrativa de ostras - Divulgação/Pixabay

Uma nova pesquisa liderada por estudiosos da Universidade de Hull York Medical School, no Reino Unido, detectou o mais alto nível de contaminação por microplásticos entre os mexilhões, ostras e vieiras. As informações foram publicadas na última quarta-feira, 23, pelo portal Phys.

Segundo revelado na publicação, as pequenas partículas de resíduos plásticos chegam ao oceano através da má gestão de despejamento dos resíduos. De acordo com a pesquisa, os moluscos mais contaminados foram registrados nas águas da Ásia — o que indica que a área está fortemente poluída por plásticos.

Após os resultados alarmantes, os cientistas estão analisando os possíveis impactos que podem ser causados aos seres humanos que consomem tais frutos do mar. De acordo com os especialistas, as primeiras evidências sugerem que os microplásticos podem causar danos.

Segundo o autor do estudo Evangelos Danopoulos, para entender os possíveis impactos é necessário avaliar qual o nível de microplástico que está sendo ingerido pelos humanos.

"Os microplásticos foram encontrados em várias partes de organismos, como os intestinos e o fígado. Espécies de frutos do mar como ostras, mexilhões e vieiras são consumidas por inteiro, enquanto em peixes maiores e mamíferos apenas partes são consumidas. Portanto, entendendo a contaminação microplástica de partes específicas do corpo e seu consumo por humanos é a chave”, revela Danopoulos.