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Estudo revela que urso polar pode ser extinto até o ano de 2100

De acordo com a publicação, a extinção do animal poderá acontecer devido às mudanças climáticas e o aumento da temperatura

Penélope Coelho Publicado em 21/07/2020, às 10h43

Imagem ilustrativa de um urso polar
Imagem ilustrativa de um urso polar - Pixabay

Uma nova pesquisa publicada na última segunda-feira, 20, pela revista científica Nature Climate Change, revelou que uma grande parte dos ursos polares pode ser extintos em até 80 anos.

Os especialistas chegaram a essa conclusão após a análise de diversos elementos. De acordo com a publicação, se os gases causadores do efeito estufa continuarem no mesmo padrão atual, os animais não irão conseguir se alimentar —  devido a ausência dos blocos de gelo, ocasionando na morte dos ursos: “A queda da reprodução e da sobrevivência colocará em risco a permanência de quase todas as subpopulações até 2100", afirmaram os pesquisadores.

Os especialistas ainda reiteraram que até em um cenário mais positivo, será muito difícil salvar grande parte desses famosos animais do Ártico. Para os pesquisadores, a extinção pode ser adiada, mas ainda não será impedida. Apesar de não saberem qual será a quantidade exata da diminuição dos ursos polares, os cientistas usaram uma fórmula matemática para estimarem os possíveis danos.  

"Combinamos os limites de tempo que os animais podem jejuar com os dias sem gelo [...] Tudo a partir de um grande conjunto dentro de um modelo de sistema da Terra, que revela quando os impactos demográficos provavelmente ocorrerão em diferentes subpopulações no Ártico", escreveram os pesquisadores.

Cerca de 25 mil ursos polares vivem atualmente em 19 diferentes subpopulações, o estudo analisou 13 dessas espécies e concluiu que pelo menos 12 devem ser extintas nos próximos anos.