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Estudo sugere sinais de 'recente' erupção vulcânica em Marte

A descoberta pode levar a implicações de busca por vida no planeta!

Redação Publicado em 04/01/2021, às 10h55

Imagem ilustrativa de Marte
Imagem ilustrativa de Marte - Divulgação/ Pixabay

Conforme publicado no último domingo, 3, pelo jornal O Estado de São Paulo, pesquisadores da Universidade do Arizona em parceria com a Smithsonian Institution, descobriram evidências de uma possível erupção vulcânica em Marte.

Segundo a pesquisa divulgada pela revista científica Icarus, os cientistas revelaram a possibilidade de que existiu há 53 mil anos uma erupção ocorreu em Marte, numa região chamada de Cerberus Fossae.

Essa teria sido então, a mais recente erupção no planeta - anteriormente, os profissionais indicavam atividade vulcânica há 2,5 milhões de anos. 

Por 53 mil anos ser um tempo relativamente curto na escala geológica, existe a possibilidade que Marte ainda esteja ativo, e que algum tipo de vulcanismo continue se manifestando no local, com intervalos.

“Se este depósito for de origem vulcânica, a região Cerberus Fossae talvez não esteja extinta e Marte pode estar ativo ainda hoje”, explicam os profissionais da University of Arizona e a Smithsonian Institution no estudo.

Os cientistas afirmam que é plausível afirmar que essa atividade tectônica esteja diretamente relacionada com atividades vulcânicas. A recente descoberta é animadora para os cientistas.

Caso a teoria dos especialistas seja comprovada, novos estudos sobre a existência de atividades vulcânicas e até mesmo sobre a busca de vida no planeta devem surgir.

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.