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"Eu não pediria desculpas", diz homem que criava 'bonecas humanas' com cadáveres

Condenado em 2011 o russo Anatoly Moskvin passou por uma audiência recentemente onde se recusou a pedir desculpas aos pais das crianças

Ingredi Brunato Publicado em 03/11/2020, às 15h19

Montagem de fotografia com Anatoly Moskvin e ao lado uma de suas assustadoras criações
Montagem de fotografia com Anatoly Moskvin e ao lado uma de suas assustadoras criações - Divulgação/ Youtube e Wikimedia Commons

Na semana passada, o historiador russo Anatoly Moskvin, que foi condenado em 2011 por violar os túmulos de 29 meninas, roubar seus cadáveres transformá-los em ‘bonecas humanas’, passou por uma nova audiência, em que se recusou a pedir desculpas às famílias das crianças.  

"Não existem pais, na minha opinião. Eu não conheço nenhum deles. Além disso, eles enterraram suas filhas, e é aí que eu acredito que seus direitos sobre elas terminaram. Então, não, eu não pediria desculpas", declarou o preso. 

Durante seu julgamento em 2011, foi determinado que Anatoly sofria de esquizofrenia, que poderia ser a razão por trás de seus atos macabros, que incluíam maquiar os cadáveres furtados, e vesti-los com diferentes roupas, meias e botas. O diagnóstico da doença mental levou à alteração de sua sentença, fazendo com que fosse mandado para uma instalação psiquiátrica em vez da prisão. 

A audiência do russo tinha por objetivo pedir pela sua alta e, consequentemente, sua volta à sociedade. O historiador disse que queria sair para cuidar da mãe idosa e ver a nova namorada. 

Todavia, sua negação em pedir desculpas aos pais das meninas que tiveram seus túmulos violados, entre outros fatores, levou o júri a decidir por um prolongamento da internação por mais seis meses. No passado, Anatoly foi professor universitário, além ter escrito diversos artigos na área de estudos celtas, que era sua especialização.