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Notícias / Saúde

EUA: Empresas pagarão viagens à funcionárias que queiram abortar

Disney, Netflix e outras empresas anunciaram a ajuda de custo para colaboradoras que queiram abortar em estados que proíbem

Luisa Alves, sob supervisão de Wallacy Ferrari Publicado em 27/06/2022, às 17h04

Manifestação nos EUA - Foto por Joshua Roberts no Getty Images
Manifestação nos EUA - Foto por Joshua Roberts no Getty Images

Grandes empresas de entretenimento se pronunciaram a respeito do oferecimento de apoio financeiro a funcionárias que precisem realizar um aborto, após a suspensão do direito constitucional ao procedimento pelos EUA, nessa sexta-feira, 24.

Após a decisão da Suprema Corte dos EUA que permite que cada um dos 50 estados adote vetos locais para a realização do aborto, empresas como Sony, Disney, Netflix e Paramount anunciaram que oferecerão reembolsos para despesas de viagens de funcionárias que queiram abortar e residam em estados que proíbam a prática.

A prática já é adotada por outras empresas como a Apple. A Netflix, anunciou em nota aos seus funcionários, que seu plano de saúde oferece até US$ 10 mil para "tratamento para câncer, transplantes, tratamentos para afirmação de gênero ou aborto". As informações são do jornal Exame.

Direito ao aborto derrubado

A Suprema Corte decidiu, por 6 votos contra 3, a derrubada do entendimento que vigorava desde 1973, garantindo o aborto com base no direito da privacidade. Assim, a interrupção da gravidez não foi proíbida, mas permite que cada estado americado tenha seus vetos para a realização do procedimento.

O relato foi assinado por Samuel Alito, conservador. Os outros ministros que votaram a favor da decisão são Brett Kavanaugh, Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, escolhidos por Donald Trump, compondo a maioria republicana da Suprema Corte.

A decisão resultou em protestos em frente ao Tribunal, manifestações de artistas e ações de empresas em favor de suas funcionárias. A Uber e a Lyft, aplicativos de transporte, também se manifestaram afirmando cobrir os gastos de motoristas que possam ser processados por ajudar mulheres a interromperem a gravidez no Texas.