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EUA formaliza denúncia que acusa China de hackear usuários da Microsoft

Espiões do país asiático teriam invadido milhões de contas corporativas e acadêmicas entre 2011 e 2018

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/07/2021, às 16h08

Sede da MIcrosoft em Nova York
Sede da MIcrosoft em Nova York - Getty Images

Os Estados Unidos, junto de uma coalisão formada por outros países, formalizaram uma acusação na manhã desta segunda-feira, 19, de que a China seria a responsável por uma campanha de ataques hackers contra softwares desenvolvidos pela norte-americana Microsoft, descoberta no início de 2021.

De acordo com o portal de notícias G1, a própria empresa assumiu em março que sofreu ataques devido a uma vulnerabilidade já corrigida no sistema de contas de e-mails corporativos e educacionais, tendo os dados coletados pelo que chamou de "um grupo de espionagem cibernética ligado à China".

Junto da denúncia, liderada pelos EUA, os países que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a União Europeia, o Reino Unido, a Austrália, o Japão, a Nova Zelândia e o Canadá se juntaram para pressionar autoridades chinesas e obter maiores explicações sobre as atividades cibernéticas, que ocorreram entre 2011 e 2018.

Quatro cidadãos chineses em específico, sendo três membros da segurança nacional e um hacker, foram acusados pelo Departamento de Justiça dos EUA como os autores da campanha global de invasão e roubo de dados. A embaixada chinesa nos EUA, localizada em Washington, não se pronunciou até o momento desta publicação.