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EUA identificam bolsas de sangue russas na fronteira com Ucrânia

O envio de suprimentos médicos pode significar que a ação militar da Rússia está próxima

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 31/01/2022, às 16h58

Joe Biden, presidente americano, em reunião (2022)
Joe Biden, presidente americano, em reunião (2022) - Getty Images

A movimentação de tropas russas para as fronteiras da Ucrânia, no início de janeiro, foi um dos primeiros sinais de que um ataque russo era possível. Logo, a atenção global virou-se para o leste europeu e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com destaque aos Estados Unidos, começou a atuar na defesa da nação ucraniana.

Levando em conta diversas decisões russas, o presidente americano Joe Bidenacredita que o ação militar pode acontecer em fevereiro

Dentre estas decisões está a, suposta, movimentação de recursos de saúde, como bolsas de sangue, para a fronteira da Ucrânia que a equipe da Casa Branca identificou. As informações são do portal de notícias CNN.

Caso estes suprimentos médicos realmente estejam sendo enviados, o ataque pode acontecer em prazo muito curto, no entanto, o governo ucraniano diz que isso ‘não é verdadeiro’ e nega os relatos, como fez a vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar em uma declaração no Facebook.

Esta informação não é verdadeira. Tais ‘notícias’ são um elemento de informação e guerra psicológica. O objetivo de tal informação é espalhar pânico e medo em nossa sociedade”, escreveu. 

Em uma das primeiras discordâncias públicas entre os Estados Unidos e Ucrânia neste conflito, o governo americano acusou as autoridades ucranianas minimizarem o risco do ataque, além de apontar que a honestidade seria o melhor caminho de notícia neste caso, afirmou um funcionário da Casa Branca.

“Entendemos a difícil posição do presidente (Ucraniano) Volodymyr Zelensky e a pressão que ele está sofrendo. Mas ao mesmo tempo que ele está minimizando o risco de invasão, ele está pedindo centenas de milhões de dólares em armas para se defender de uma. Achamos que é importante ser aberto e sincero sobre essa ameaça”, declarou.