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EUA responde a propostas russas para a Ucrânia

Abertos para uma possível troca diplomática, o governo americano afirmou que: “Resta à Rússia decidir”

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/01/2022, às 16h30

Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos (2022)
Antony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos (2022) - Getty Images

Após a Rússia entregar, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à Ucrânia, uma lista de propostas para o fim da crise e do conflito russo e ucraniano, os Estados Unidos responderam em um documento escrito. Assim, recusaram barrar uma possível tentativa da Ucrânia tornar-se parte da Otan.

Anteriormente, a nação ucraniana tem agido e sido tratada como um país ‘parceiro’ da organização, não oficialmente dentro do tratado. No entanto, como afirmado em outras ocasiões, é possível que a Ucrânia seja oferecida uma posição como parte da Otan, algo ao qual a Rússia se opõe fortemente.

A participação na organização ofereceria à Ucrânia mais aliados no lado ocidental do globo e possibilitaria que fortalecesse suas defesas, que podem ser atacadas a qualquer momento pelo governo russo.

De maneira a manter essa decisão nas mãos das autoridades ucranianas, os Estados Unidos rejeitaram o impedimento solicitado pela Rússia.

Sobre o documento que continha a recusa, mantido completamente confidencial, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, apontou que vão defender a Ucrânia no que for necessário, mas estão abertos à diplomacia. As informações são da cobertura do portal de notícias BBC.

“Não deve haver dúvidas sobre a seriedade de nossos propósitos quando se trata de diplomacia, e estamos agindo com igual foco e força para reforçar as defesas da Ucrânia e preparar uma resposta rápida e unida a novas hostilidades russas. Resta à Rússia decidir como responder. Estamos prontos de qualquer maneira", disse.

Na última quarta-feira, 26, o vice-chefe do gabinete do Kremlin, Dmitri Kozak, visitou Paris para uma conversa com autoridades da França, Alemanha e Ucrânia sobre a situação ucraniana. Este encontro pode simbolizar uma dedicação diplomática russa também, mas, saberemos mais na próxima discussão, daqui há duas semanas.