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Evidências de construções feitas por fugitivos da queda do Império Romano são encontradas na Croácia

Construções feitas de madeira apontam as rotas de fuga do povo romano

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Isabela Barreiros Publicado em 02/11/2021, às 10h25

Imagem da escavação dos prédios provisórios
Imagem da escavação dos prédios provisórios - Divulgação/Prof. Fabian Welc

Depois da queda do império romano, a sua população, que estava sendo perseguida por invasores bárbaros, precisou migrar para escapar — chegando até a Croácia, na Ilha de Rab.

Arqueólogos começaram a escavar a região e foram responsáveis por descobrir ruínas de prédios provisórios erguidos por migrantes que estavam fugindo após o colapso do Império Romano, devido às ameaças de invasão dos Ostrogodos.

As escavações deste sítio, noticiadas hoje, terça-feira, 2, à imprensa, estão sendo feitas pelo Instituto de Arqueologia da Universidade Cardinal Stefan Wyszyński em Varsóvia, na Polônia, e pelo Instituto de Arqueologia de Zagrebe, capital da Croácia

Imagens da escavação na Croácia - Foto: Divulgação/Prof. Fabian Welc

 

Pensado em ser somente um território de prédios romanos originais, a equipe de investigação encontrou estruturas de madeira, parecendo simbolizar uma situação de vida provisória em sua fuga dos invasores.

O professor Fabian Welc, da universidade citada acima, apontou que, mesmo em migração, a vida dos romanos ainda era de alta qualidade.

Entre os restos de quartos breves, nós encontramos vasos importados da África para óleo e vinho, e muitos itens de bronze, inclusive várias moedas”, narrou Welc.

As suspeitas das equipes de escavação são de que os romanos em fuga utilizaram os modelos dos prédios já construídos na Ilha de Rab, que era um porto importante em uma das rotas de troca de Roma, para levantar suas novas construções de madeira. As informações são da publicação Heritage Daily.

Este achado é importante porque facilita o entendimento do desenho das rotas de migração do povo romano após a queda do império. Os pesquisadores destacam ainda que a descoberta é a primeira vez de que algo "provisório" dos romanos é identificado.