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Ex-agente de inteligência da Síria é condenado por tortura na Alemanha

Foi o primeiro julgamento que avalia supostas atrocidades ocorridas durante o regime de Bashar al-Assad

Wallacy Ferrari Publicado em 24/02/2021, às 14h45

Manifestantes mostram fotos de vítimas do ex-agente em protesto
Manifestantes mostram fotos de vítimas do ex-agente em protesto - Divulgação / TheSyriaCmpgn / Guevara Namer

Um tribunal alemão condenou Eyad al-Gharib, ex-oficial da inteligência do governo sírio, a quatro anos e meio de prisão por corroborar com crimes contra a humanidade durante o regime do presidente sírio Bashar al-Assad.

O julgamento iniciou em abril de 2020 e foi o primeiro que avaliou acusações de tortura e perseguição durante os protestos pró-democracia que eclodiram em 2011 contra o regime do líder.

De acordo com a BBC, outro agente ainda está sendo julgado; Anwar Raslan conseguiu asilo na Alemanha durante a guerra civil, sendo presos preventivamente em 2019 e, posteriormente, sendo convocados por promotores alemães que invocaram o princípio de "jurisdição universal" para crimes de tamanha gravidade relatada.

Eyad passou boa parte do tempo com o rosto coberto no tribunal, evitando ser fotografado por agências de notícia internacionais. O julgamento apontou que ele levou ao menos 30 manifestantes para uma prisão do governo para serem torturados enquanto era oficial da Diretoria Geral de Inteligência (GID) na Síria.