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Ex-estrategista-chefe de Donald Trump é preso por desvio de dinheiro

Steve Bannon e mais três acusados são suspeitos de embolsar parte da quantia arrecadada pela campanha de construção do muro entre os Estados Unidos e o México

Pamela Malva Publicado em 20/08/2020, às 14h00

Fotografia de Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe da Casa Branca
Fotografia de Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe da Casa Branca - Wikimedia Commons

Conhecido como ex-estrategista-chefe da Casa Branca durante os primeiros meses do governo Trump, Steve Bannon foi indiciado e preso na última quarta-feira, 19. Acusado pela promotoria de Nova York, ele é suspeito de desvio e lavagem de dinheiro.

Segundo a acusação, Bannon e mais três cúmplices teriam usado fundos da campanha de construção do muro entre os Estados Unidos e o México para fins pessoais. Assim, a quantia foi gasta para fins diferentes dos anunciados na época da arrecadação.

De acordo com o Departamento de Justiça, dos US$ 25 milhões doados para a campanha, cerca de US$ 1 milhão foi embolsado por Bannon. Em nota, os promotores afirmam que uma parte do valor "foi usada para cobrir centenas de milhares de dólares em despesas pessoais" do ex-funcionário da Casa Branca.

Steve Bannon (ao centro, de azul) e outros conselheiros no salão oval da Casa Branca / Crédito: Wikimedia Commons

 

Indiciado também por conspiração para lavagem de dinheiro, Steve Bannon deve ser ouvido em uma corte na tarde de quinta-feira, dia 20. Por cada um dos crimes, ele pode receber a pena máxima de 20 anos de cárcere.

Junto de Bannon, ainda foram acusados Brian Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea. Todos, segundo a promotoria, faziam repasses do dinheiro arrecadado para uma organização sem fins lucrativos presidida pelo próprio Bannon.

Quando soube da prisão, Donald Trump se pronunciou, dizendo que se sente muito mal pela acusação contra o antigo estrategista-chefe da Casa Branca — cargo que Bannon desempenhou por curtos sete meses, antes de ser demitido em agosto de 2017.