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Notícias / Mundo

Ex-guarda nazista centenário pode enfrentar 5 anos de prisão

Josef Schütz é acusado de envolvimento na morte de mais de 3 mil pessoas

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/05/2022, às 18h05

Josef Schütz durante antigo julgamento - Divulgação/Vídeo/Youtube
Josef Schütz durante antigo julgamento - Divulgação/Vídeo/Youtube

Nesta terça-feira, 17, o Ministério Público da Alemanha solicitou que Josef Schütz, de 101 anos de vida, receba uma pena de cinco anos de prisão. 

O alemão, que é o homem mais velho a ser indiciado por crimes relacionados ao Holocausto, atualmente é julgado sob a acusação de que teria sido um guarda no campo de concentração de Sachsenhausen entre os anos de 1942 e 1945. 

Neste período, o ex-membro da Waffen-SS, força militar nazista, teria sido cúmplice no homicídio de nada menos que 3.518 prisioneiros em câmeras de gás, além de participar de um pelotão de de execução de soviéticos encarcerados, conforme informações repercutidas pela AFP. 

Em momentos anteriores do tribunal, Schütz alegou não ter conhecimento dos crimes e ser inocente. 

Crimes de guerra

O julgamento do alemão teve início em outubro de 2021, e, após inúmeras interrompições temporárias causadas por problemas de saúde por parte do acusado, seu veredito está previsto para sair em junho, mês que vem. 

Também por conta das condições de saúde de Josef Schütz, é possível que não vá para a prisão mesmo caso seja considerado culpado pelos crimes.

Sachsenhausen, um campo nazista de trabalhos forçados localizado na cidade de Berlim, foi inaugurado em 1936 e recebia prisioneiros políticos e homossexuais, além de seguidores do judaísmo. Estima-se que pelo menos 100 mil pessoas tenham morrido no local, de acordo com o portal Jewish Virtual Library