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Ex-namorada de Jeffrey Epstein oferece R$ 26 milhões como fiança para evitar coronavírus

Acusada de tráfico sexual, Ghislaine Maxwell garantiu que respeitará a prisão domiciliar e fará questão de usar um bracelete "anti-fuga"

Redação Publicado em 11/07/2020, às 12h44

O empresário Jeffrey Epstein (à esq.) e Ghislaine Maxwell (à dir.)
O empresário Jeffrey Epstein (à esq.) e Ghislaine Maxwell (à dir.) - Divulgação

A defesa da britânica Ghislaine Maxwell, de 58 anos, presa após ser acusada de tráfico sexual de meninas, pediu à Procuradoria Distrital do Sul de Nova York para ser liberada em troca de um pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões).

A mulher é ex-namorada e colaboradora do falecido investidor americano Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio na prisão enquanto aguardava o comentado julgamento sobre acusações de pedofilia. O milionário também era suspeito de tráfixo sexual com menores de idade, auxiliado pela parceira entre os anos 1994 e 1997.

Os advogados alegam à juíza, Alison Nathan, que, por conta da pandemia de coronavírus, Maxwell corre um "risco grave" de ser contaminada dentro da prisão.Eles disseram que, caso a autoridade aceite a fiança, a acusada entregará à polícia seus passaportes do Reino Unido, Estados Unidos e França.

Para garantir a permanência na residência, a defesa propôs o uso de um bracelete eletrônico. A audiência para discutir a proposta está marcada para a próxima terça-feira (14), às 14h de Brasília. Os promotores estaduais pedem que Maxwell seja mantida presa.