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Execução federal de uma mulher pode ficar pendente para o governo de Biden

Atualmente no corredor da morte, Lisa Montgomery foi condenada por matar uma mulher grávida e roubar seu bebê

Redação Publicado em 26/12/2020, às 09h01

Imagem ilustrativa de uma cela
Imagem ilustrativa de uma cela - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações publicadas na última sexta-feira, 25, pela CNN, é possível que a execução federal de uma mulher fique encarregada pelo governo Biden. Caso realmente aconteça, Lisa Montgomery pode ser a primeira pessoa do sexo feminino a ser executada pelo governo dos EUA desde 1953.

A data para a execução da criminosa estava marcada para 8 de dezembro, mas, foi adiada para 12 de janeiro. Contudo, a decisão foi alterada novamente na última quinta-feira, 24, quando o juiz responsável pelo caso informou que ainda não pode redefinir um novo dia para o acontecimento.

A decisão se deu após os dois advogados de Montgomery contraírem o novo coronavírus. "A decisão do tribunal distrital exige que o governo siga a lei ao não definir uma data de execução para Lisa Montgomery enquanto a execução for suspensa", revelou um comunicado. Sabe-se que os advogados da mulher pretendem pedir clemência.

Devido ao adiamento, acredita-se que a execução possa ficar a cargo do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, que tomará posse em 20 de janeiro. Em discursos anteriores, o político havia informado que pretende acabar com a pena de morte, entretanto, ainda não se sabe ao certo quais serão os próximos passos do governo norte-americano sobre o assunto.

O crime

Em dezembro de 2004, Montgomery, saiu de sua casa no Kansas até a residência de uma mulher chamada Bobbie Jo Stinnett, no Missouri. Lisa foi até o local com a desculpa de comprar um cachorro. Mas, a mulher estava mentindo.

Na ocasião, a criminosa estrangulou Bobbie — que na época estava grávida de oito meses —, até sua morte. Em seguida, a norte-americana cortou a barriga da vítima e sequestrou seu bebê. A mulher foi encontrada um dia depois do crime, sua sentença saiu em 2007: o júri optou, por unanimidade, pela pena de morte.