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Explosão de meteoro é vista entre fronteira do Brasil com o Uruguai

O fenômeno foi registrado pelo Observatório Espacial Heller & Jung, localizado em Taquara

Giovanna de Matteo Publicado em 23/11/2020, às 08h48

Meteoro explodiu em fronteira do RS com Uruguai
Meteoro explodiu em fronteira do RS com Uruguai - Crédito: Divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung

Na madrugada desta segunda-feira, 23, um meteoro pôde ser visto explodindo entre a fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. A explosão registrou uma magnitude elevada de -7.

Segundo o professor Carlos Fernando Jung, diretor da Região Sul da Bramon — Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros—, o objeto espacial tinha possivelmente menos de um metro de diâmetro quando atingiu a atmosfera.

"Com a queda deste meteoro de elevada magnitude fica comprovado que neste ano de 2020 já ocorreu o maior número de meteoros de elevada magnitude desde 2016, quando iniciou a operação do observatório no RS", afirmou Jung.

O bólido (momento da explosão) foi registrado pelo Observatório Espacial Heller & Jung, localizado em Taquara, que fica a 426,9 km de distância do local exato onde ocorreu o fenômeno. Os cientistas calcularam que o meteoro ultrapassou a atmosfera da Terra a 103 km de altitude, explodindo a 94,4 km. A explosão em si durou cerca de 1,05 segundo.

Veja abaixo o vídeo do momento em que ocorre o bólido:

Os primórdios do sistema solar

Alguns corpos do sistema solar são conhecidos desde a Antiguidade, já que são visíveis a olho nu. Mas foi apenas anos depois que o homem começou a entender o que realmente se passa no céu – inclusive a perceber que a Terra não era o centro do Universo. 

Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, lançou a teoria de que a Terra é o centro do Universo e os corpos celestes giram em torno dela. Além do Sol e da Lua, já eram conhecidos Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – todos vistos a olho nu. Por conta da cor, Marte recebeu dos romanos o nome do deus da guerra. Na Ásia, era a “Estrela de Fogo”. No Egito, “O Vermelho”.

Já outro grande momento se deu com o polonês Nicolau Copérnico, que virou o mundo do avesso ao elaborar, a partir de 1514, uma teoria que corrigia as ideias de Ptolomeu (e também do filósofo Aristóteles). A Terra não é o centro do Universo: é apenas um planeta que gira em torno do Sol. Nascia a teoria heliocêntrica.

Em 1610, Galileu Galilei descobriu quatro satélites de Júpiter, entre eles Ganimedes (a maior lua do sistema solar). Ele tornou-se um defensor da teoria de Copérnico e acabou julgado pela Inquisição. Para não ser condenado, declarou que a teoria era apenas uma hipótese e deu um tempo nos estudos – só retomados sete anos mais tarde.