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Exposição de Darwin foi considerada ofensiva por Museu de História Natural de Londres

A instituição britânica está fazendo uma revisão de obras que podem ser consideradas nocivas, e exposição temática envolvendo viagem de Darwin à Ilha de Galápagos é uma delas

Ingredi Brunato Publicado em 08/09/2020, às 14h30

Fotografia de estátua de Charles Darwin
Fotografia de estátua de Charles Darwin - Divulgação/Pixabay

Segundo uma notícia reportada pelo The Telegraph, um jornal britânico, no último sábado, 5, o Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra, começou a fazer uma revisão de sua coleção com o objetivo de remover o que for considerado ofensivo. 

O conselho executivo da instituição teria afirmado que distribuiu um artigo acadêmico para sua equipe, com o intuito de realizar a tarefa de revisão. Nele, estaria apontada a relação entre ciência, racismo e poder colonial. 

Dentre as exposições afetadas pela nova política antirracista do museu, que disse estar “muito envolvido” com essas questões, uma teria o tema da expedição de Charles Darwin à Ilha de Galápagos, onde ele escreveu importantes manuscritos para sua obra “A Origem das Espécies”. 

Segundo o artigo científico consultado pela instituição, no entanto, essa viagem também teria sido usada para "permitir um maior controle britânico dessas áreas". Essa decisão do Museu de História Natural acabou gerando grande polêmica nas redes sociais, incluindo um comentário do biólogo britânico Richard Dawkins, que chamou a atitude da administração de “completamente ridícula”. 

"O movimento Black Lives Matter demonstrou que precisamos fazer mais e agir mais rápido. Então, como primeiro passo, iniciamos uma revisão em toda a instituição sobre nomenclatura e reconhecimento", comentou Michael Dixon, diretor da instituição, que acredita que ao mudar a maneira como a história é contada pode provocar mudanças também na sociedade.