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Extrema-direita italiana cobre caixão com bandeira nazista

Em funeral, presentes do partido Forza Nuova também fizeram saudações nazistas e, agora, são criticados por católicos e judeus

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 12/01/2022, às 14h24 - Atualizado às 14h51

Imagem ilustrativa de bandeiras nazistas na Europa durante a 2ª Guerra Mundial
Imagem ilustrativa de bandeiras nazistas na Europa durante a 2ª Guerra Mundial - Pixabay / WikimediaImages

O movimento italiano Forza Nuova foi criado em 1997, inspirado por diversas ideologias da extrema-direita, como o fascismo da Itália e o nacionalismo. Nesta semana, participantes deste partido cometeram um ato desagradável, quando expuseram uma bandeira nazista sobre o caixão de um de seus membros.

Na última terça-feira, 11, foi registrado que a procissão do funeral de Alessia Augello, política membro do Forza Nuova, cobriu seu caixão do lado de fora da paróquia de Santa Lúcia em Roma com uma bandeira vermelha contendo a suástica preta, além das pessoas em volta fazerem saudações nazistas em direção ao caixão.

Logo que o acontecimento foi percebido por pessoas externas e fortemente criticado, a arquidiocese católica publicou uma declaração apontando que os padres não sabiam o que aconteceria fora da igreja e condenando o ato, chamando-o de uma “exploração ideológica” e “um símbolo horrendo que não pode ser conciliado com o cristianismo".

Outra organização que rapidamente posicionou-se sobre o ato foi a comunidade judaica de Roma, que expressou, através de um comunicado oficial, sua indignação com algo deste calibre acontecendo mesmo 80 anos após o genocídio de judeus durante o Holocausto na Segunda Guerra Mundial. 

É inaceitável que uma bandeira com uma suástica ainda possa ser mostrada em público nos dias de hoje, especialmente em uma cidade que viu a deportação de seus judeus pelos nazistas e seus colaboradores fascistas", escreveram.

Após o acontecimento, a polícia romana está investigando os atos do movimento Forza Nuova e considerando este como um possível crime de ódio antissemita. As informações vem do portal de notícias online g1.