Notícias » Brasil

Família de vítima da tragédia em Capitólio sofre com as chuvas em MG

“Estamos sem palavras para tanta dor", a sobrinha do piloto que faleceu na tragédia falou sobre a situação de seus familiares

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 11/01/2022, às 16h36

O piloto Rodrigo Alves dos Santos, uma das vítimas da tragédia de Capitólio
O piloto Rodrigo Alves dos Santos, uma das vítimas da tragédia de Capitólio - Divulgação / Arquivo Pessoal

No último sábado, 8 de janeiro, o piloto Rodrigo Alves dos Santos foi uma das vítimas da tragédia em Capitólio no estado de Minas Gerais. A queda de um paredão rochoso atingiu três embarcações no Lago de Furnas e resultou em dez mortes e mais de trinta vítimas divididas nas lanchas impactadas.

Infelizmente, a família de Rodrigo ainda não pôde expressar seu luto ou executar as cerimônias de enterro da vítima. O motivo são as intensas chuvas que estão causando enchentes e inundações em diversos locais do território mineiro, que cobriram quase todos os caminhos entre as moradias da família e o cemitério.

O problema foi um motivo de intensa preocupação para os familiares de Rodrigo, explicou a sobrinha da vítima, Verônica Militão, de 19 anos, ao portal de notícias Estado de Minas. No entanto, conseguiram encontrar uma solução, felizmente.

“Chegamos a pedir ajuda à prefeitura para transportar meu tio de barco, mas acabamos encontrando uma alternativa. Conseguimos uma rota seca para acessar o cemitério pela parte de trás", afirmou.

Tragicamente, os desastres naturais continuam impactando a vida da família de Rodrigo, com sua mãe e seu irmão sendo forçados a deixar suas casas devido à intensidade das chuvas em Minas Gerais. Suas moradias estão inundadas e ainda não sabem quando ou se poderão retornar.

Militão apontou que a família agradece que todos estão com saúde e conseguiram escapar das inundações sem tornarem-se vítimas, no entanto, expressou que é um momento extremamente difícil para os familiares de Rodrigo pois é muita dor junta.

O mais importante é que estão todos bem. Tanto minha avó quanto meu tio conseguiram retirar os móveis de casa. Ainda não sabemos se eles poderão voltar depois que a água baixar. Vamos ter que esperar a avaliação da Defesa Civil. Estamos sem palavras para tanta dor", desabafou.