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FBI confirma que homem de 79 anos é o maior serial killer da História dos EUA

Samuel Little confessou ter assassinado 93 pessoas, mais do que figuras como Gary Ridgway e Ted Bundy

Letícia Yazbek Publicado em 08/10/2019, às 14h40

Samuel Little em vídeo divulgado pelo FBI
Samuel Little em vídeo divulgado pelo FBI - Crédito: Divulgação/FBI

Preso desde 2012, Samuel Little, de 79 anos, é agora considerado pelo FBI o maior serial killer da História dos Estados Unidos.

Little foi preso em um abrigo para pessoas sem teto em Kentucky, e extraditado para a Califórnia para enfrentar acusações sobre drogas. Quando ele estava sob custódia, foram encontradas evidências de DNA que o ligavam aos assassinatos de três mulheres, entre 1987 e 1989, em Los Angeles.

Condenado em 2014 à prisão perpétua, Little confessou seus outros assassinatos em 2018. As autoridades, no entanto, agiram com cautela em relação às confissões, e só recentemente começaram a desvendar a série de assassinatos.

Samuel confessou ter matado 93 pessoas — a maioria mulheres — em todo o país, entre 1970 e 2005. As autoridades conseguiram verificar 50 casos até agora, e acreditam que todas as confissões do homem são verdadeiras. Little ultrapassa, assim, o número de assassinatos cometidos por serial killer como Gary Ridgway e Ted Bundy.

Desenhos das vítimas, feitos pelo próprio Samuel Little / Crédito: Reprodução

 

As confissões foram gravadas em vídeo, em que Little descreve alguns de seus crimes. Ele conta, por exemplo, que assassinou uma mulher negra em Nova Orleans, em 1982, depois de conhecê-la em uma festa de aniversário e arrastá-la até um canal.

“Agarrei-a pelas pernas e puxei-a para a água. Foi a única que matei por afogamento”, conta o serial killer no vídeo. “Deixei-a com a cabeça ainda na água. Metade do corpo debaixo d'água, com as coxas e pernas na margem.”

Ex-pugilista de 1,80 metro de altura, Little tinha como principais alvos prostitutas e pessoas viciadas em drogas. A maioria das vítimas foi espancada e estrangulada, antes de ter o corpo jogado em lugares remotos, como becos e pântanos. As mortes de muitas das vítimas foram originalmente consideradas overdoses ou atribuídas a causas acidentais ou indeterminadas.

“Durante muitos anos, Samuel Little achou que não seria pego porque ninguém queria saber das suas vítimas. Apesar de já estar preso, o FBI acredita que é importante fazer justiça para cada uma delas e fechar todos os casos possíveis”, afirmou Christie Palazzolo, analista criminal do Programa de Apreensão de Violência Criminal.

Segundo o FBI, Little consegue se lembrar do nome das 93 pessoas e da cidade onde matou cada uma delas. No entanto, não tem certeza sobre as datas exatas dos crimes. O assassino também desenhou o rosto de parte das vítimas.

Em uma nota publicada em seu site oficial, o FBI disponibiliza os vídeos das confissões e os desenhos feitos pelo assassino. As autoridades também divulgaram informações adicionais sobre cinco casos ainda abertos, na “esperança de que alguém se lembre de um detalhe que possa ajudar na investigação”.