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Feto encontrado em múmia egípcia grávida impressiona pelo estado de conservação

A descoberta do embalsamento de uma gestante constituiu um episódio inédito no campo da arqueologia

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/04/2022, às 15h05

Imagens mostrando a múmia, e o feto que estava dentro dela
Imagens mostrando a múmia, e o feto que estava dentro dela - Divulgação/ Academia de Ciências da Polônia/ Projeto Múmia de Varsóvia

No ano passado, cientistas poloneses analisando uma múmia que foi descoberta em 1826 e passou décadas no Museu Nacional de Varsóvia descobriram que o cadáver embalsamado possuía um segredo: ele pertencia a uma mulher grávida cujo feto ainda estava no útero. 

O achado, que é o primeiro de seu tipo, tem impressionado arqueólogos desde então. Em janeiro deste ano, outro artigo foi publicado a respeito da múmia, dando um foco especial ao seu filho natimorto. 

O feto, que tinha entre 26 e 30 semanas quando sua mãe faleceu, e passou os próximos 2 mil anos sepultado dentro dela, estava em um ótimo estado de conservação, conforme reportado pelo relatório publicado no Journal of Archaeological Science

De forma curiosa, o útero da mulher foi deixado intacto durante o processo de embalsamento, o que não é comum: geralmente, todos os órgãos são retirados. Até então, a razão por trás dessa escolha é um mistério, conforme o Phys.org. 

Múmia de Varsóvia

Análise realizada na múmia / Crédito: Divulgação/Academia de Ciências da Polônia

Inúmeras possibilidades foram abertas pela descoberta de uma múmia grávida, como o estudo da maneira como a cultura do Antigo Egito encarava a gestação.

“Pode ter sido pensado que ainda era uma parte integrante do corpo de sua mãe, uma vez que ainda não havia nascido”, especularam os especialistas em seu estudo inicial. 

Outra investigação com grande potencial é a do conteúdo intestinal do feto, o que pode revelar diferenças no desenvolvimento perinatal do sistema imunológico dos humanos daquela época. 

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