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Filha de Belchior "estava convicta que seria condenada"

Advogado de Isabela Belchior falou sobre o caso envolvendo a filha do músico

Redação Publicado em 25/03/2022, às 09h35

Isabela Belchior em fotografia
Isabela Belchior em fotografia - Divulgação / Redes Sociais

Isabela, filha do cantor Belchiorque foi condenada a nove anos de prisão na última quarta-feira, 23, pelo assassinato do metalúrgico Leizer Buchwieser dos Santos, não deverá recorrer na Justiça. A afirmação foi feita pelo defensor público Pedro Naves Magalhães, que assumiu a defesa de Isabela Belchior.

Conforme informou o profissional em entrevista ao portal de notícias Splash, a jovem de 28 anos "estava convicta que seria condenada, até por assumir as responsabilidades pelo que fez."

Conseguimos reduzir a pena de 12 para 8 anos, e ela pegou mais um ano de prisão por ocultação de cadáver. Ela compreendeu que estava dentro do que era possível, acatou e disse que não quer recorrer. A ansiedade por uma definição era maior que a insatisfação”, revelou Magalhães

Ele explicou que a redução da pena foi possível porque a Justiça entendeu o caso como "homicídio privilegiado", que é quando o acusado pelo crime alega que o mesmo foi motivado por "relevante valor moral ou social."  

Além da filha de Belchior, outras duas pessoas foram condenadas: Estefano Rodrigues e Bruno Thiago Dornelas Rodrigues, que, de acordo com o advogado, também não deverão recorrer após a sentença. Ambos são irmãos da namorada de IsabelaJaqueline Dornelas Chaves, quem foi absolvida pelo júri popular

O caso

Leizer foi visto pela última vez no dia 26 de agosto de 2019, ao sair de casa para trabalhar. Dias depois, o carro do metalúrgico foi avistado queimado em meio a um canavial. Posteriormente, no dia 1º de setembro, o corpo foi encontrado com as mãos e os pés amarrados em uma mata.

Conforme apontou a Polícia Civil, o homem assassinado era pedófilo e tinha costume de marcar programas sexuais com envolvimento de crianças por meio das redes sociais.

Santos teria combinado um encontro com Jaqueline no valor de R$ 500, para o qual ela levaria a sobrinha de três anos, filha de um dos envolvidos no crime. O grupo, porém, teria armado para o metalúrgico, com o objetivo de extorqui-lo.

Segundo o delegado Gilberto de Aquino, Leizer se dirigiu até uma casa, localizada no Jardim Tangará, onde estavam as duas mulheres e a criança. Contudo, ao chegar na residência, foi xingado pelo casal, que pegou o dinheiro.

Ele, no entanto, reagiu e agrediu uma das mulheres, de modo que os outros dois homens entraram na briga e esfaquearam Leizer. Após o crime, o corpo foi abandonado e o carro incendiado.