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Filho de Covas rebate fala de Bolsonaro em relação ao seu pai: “Agressões vazias”

Ex-prefeito de SP, que faleceu em maio deste ano, foi criticado pelo presidente por sua gestão durante combate à pandemia

Fabio Previdelli Publicado em 03/08/2021, às 17h09

Tomas e Bruno Covas em entrevista ao Fantástico
Tomas e Bruno Covas em entrevista ao Fantástico - Divulgação/Fantástico/Rede Globo

Conforme relatado pela equipe do site do Aventuras na História mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro causou polêmica ao citar em uma entrevista o ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, que faleceu em maio deste ano vítima de um câncer. 

O nome de Bruno foi citado quando Bolsonaro criticava governadores e prefeitos por suas gestões no combate à pandemia.

"Um fecha São Paulo e vai para Miami [se refere ao governador de SP João Dória]. O outro, que morreu [Bruno Covas], fecha São Paulo e vai ver Palmeiras e Santos no Maracanã. Esse é o exemplo". 

A fala foi criticada por Dória e por representantes do PSDB, partido do falecido prefeito. Além deles, agora foi a vez de Tomás Covas, filho de Bruno, comentar sobre o assunto. "Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro”, disse o menino de 15 anos à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.  

“Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas", prossegue Tomás

"Uma tristeza as agressões vazias do presidente contra meu pai. Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender. Meu pai sempre foi um homem sério e fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento", concluiu. 

Bruno se defendeu, na ocasião, dizendo que aquele poderia ser a única oportunidade que teria de assistir uma decisão do campeonato continental ao lado do filho — já que tinha consciência de como o câncer havia progredido em seu corpo. 

“Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá́. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria criticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila", declarou o então prefeito de São Paulo.