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Filmes sobre o caso von Richthofen devem chegar aos cinemas no segundo trimestre desse ano

“O menino que matou meus pais” e “A menina que matou os pais” contarão versões de um dos crimes que abalou o Brasil há quase duas décadas

Fabio Previdelli Publicado em 05/01/2021, às 13h27

Cenas dos filmes “O menino que matou meus pais” e “A menina que matou os pais”
Cenas dos filmes “O menino que matou meus pais” e “A menina que matou os pais” - Divulgação

Entre abril e junho deste ano, os cinemas brasileiros devem receber em suas salas os dois filmes que contam a história de Suzane von Richthofen.

Ao lado dos irmãos cravinhos, Daniel (seu namorado) e Cristian, ela confessou ter orquestrado um plano para matar seus pais: Marísia e Manfred, que não concordavam com seu relacionamento. Condenada, ela foi sentenciada a 39 anos de prisão.  

Entretanto, o lançamento dos longas depende de uma evolução da vacinação contra a Covid-19. Só assim a Galeria Distribuidora (coprodutora do filme com a Santa Rita) definirá o calendário de distribuição nos cinemas nacionais.  A previsão inicial é que eles sejam lançados em 2 de abril.

Os filmes foram dirigidos por Maurício Eça, sendo rodados de forma simultânea, com a mesma equipe de produção e elenco, só que contanto pontos de vista diferentes de um dos crimes que abalou o Brasil há quase duas décadas.  

Em “O menino que matou meus pais”, o enredo será contado sob a perspectiva de Suzane, que alega ter sido influenciada por Daniel.

Já no longa “A menina que matou os pais”, os Cravinhos culpam Suzane pela execução de Manfred e Marísia. Os von Richthofen foram mortos em 2002, enquanto dormiam em sua mansão no Campo Belo, bairro nobre de São Paulo. 

Apesar da expectativa pelo lançamento, o longa parece não ter agradado muito Suzane, que processou a produtora alegando não ter autorização que sua história fosse retratada em um filme. Porém, o processo, que correu em segredo de Justiça, foi considerado improcedente.  

A criminóloga Ilana Casoy, que é uma das roteiristas do longa, ao lado do escritor Raphael Montes, contestou a posição de Suzane, afirmando que no filme não há “sequer um evento inventado”.  

“Criamos cenas para ilustrar o que foi dito por Suzane e Daniel”, declarou ao O Globo. “Não usamos fofoca, ‘ouvi dizer’. É difícil ganhar ação contra a gente, vão alegar o quê?”, indagou a criminalista. 

Além de participar da reconstituição do crime, Ilana foi a única civil no julgamento, ela também escreveu o livro “Casos de família: Arquivos Richthofen” (publicado pela Darkside).

Em novembro passado, Casoy participou de uma live no Aventuras para falar sobre seu thriller “Bom dia, Verônica”, que recentemente ganhou uma adaptação pela Netflix.

Confira o bate-papo abaixo!