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Flordelis declara que sabia da existência de plano para matar o pastor Anderson

A declaração foi dada em depoimento à Justiça na última sexta-feira, 18; A deputada segue negando envolvimento no crime

Giovanna Gomes Publicado em 19/12/2020, às 12h30 - Atualizado às 12h31

Flordelis e Anderson do Carmo
Flordelis e Anderson do Carmo - Divulgação

A deputada federal Flordelisdeclarou em depoimento à Justiça, na manhã da última sexta-feira, 18, que estava ciente da existência de um plano para matar seu marido, o pastor Andersondo Carmo. Ele foi assassinado em junho de 2019, na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói.

Conforme divulgado pelo site de notícias MSN, um dos filhos adotivos do casal, Lucas dos Santos, revelou uma mensagem de texto que recebeu através do celular de Flordelis pedindo que ele matasse Anderson.

Contudo, a cantora se defendeu ao afirmar que a mensagem não havia sido enviada por ela, mas sim por Marzy, uma de suas filhas. Ao mesmo tempo, ela afirma que todas as pessoas que moravam em sua casa tinham acesso direto ao seu celular. Flordelis também disse ter avisado o marido sobre o ocorrido.

Contudo, a deputada negou qualquer envolvimento no crime. Além dela, uma neta e duas pessoas que não fazem parte da família foram escutadas na ocasião.

Agora, Justiça também espera documentar as versões de sete filhos do casal em uma nova audiência que está marcada para janeiro. Os 11 são acusados de participação do assassinato. 

O crime

Um ano e dois meses de puro silêncio até que o nome do pastor Anderson do Carmo voltar às manchetes. No dia 16 de junho de 2019, mais de 30 tiros foram disparados contra o homem em um caso que chocou o país.

Meses mais tarde, a Operação Lucas 12, em referência ao capítulo bíblico de mesmo nome, desmascarou outros integrantes do assassinato. No total, onze familiares e amigos do pastor foram indiciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Entre os acusados, o nome mais surpreendente é o de Flordelis dos Santos de Souza, a esposa da vítima. Além dela, mais cinco dos 55 filhos do casal foram indiciados e presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2020.