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Força Aérea Síria usou arma química durante ataque em 2018, diz relatório

Informação foi revelada através da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)

Fabio Previdelli Publicado em 12/04/2021, às 13h40

Imagem de um bombardeio ocorrido na Síria
Imagem de um bombardeio ocorrido na Síria - Getty Images

Nesta segunda-feira, 12, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que tem sede em Haia, afirmou que a Força Aérea da Síria usou cloro como arma química durante um ataque realizado na cidade de Saraqib, localizada no Noroeste do país, em 2018.  

Segundo informações da AFP, investigadores da OPAQ realizaram uma investigação e concluíram que “unidades da Força Aérea Síria utilizaram armas químicas em Saraqib em 4 de fevereiro de 2018”, disseram em um comunicado. 

Ainda segundo o relatório, “há motivos razoáveis para acreditar que um helicóptero militar da Força Aérea Síria atacou o leste de Saraqib soltando ao menos um cilindro com a substância química. O cilindro se rompeu e liberou cloro em uma grande superfície, afetando 12 indivíduos”.  

Para chegar nessa conclusão, a equipe da OPAQ entrevistou testemunhas, colheram e analisaram amostras do local, examinou os sintomas relatados tanto pelas vítimas quanto por equipes médicas, e também inspecionou imagens de satélite.  

Esta não é a primeira vez que as Forças Aéreas do país são acusadas de usar cloro como arma química em um ataque. Outro relatório da equipe de identificação e investigação (IIT) da OPAQ, publicado há um ano, diz que bombas com cloro e gás sarin foram lançadas em Latamne, no norte do país, em um ataque em 2017 — o que violaria a Convenção de Armas Químicas.