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Forças nigerianas são acusadas de torturar 10 mil pessoas em cárcere ilegal

Segundo relatório da Anistia Internacional, os episódios também envolveram a morte de crianças

Penélope Coelho Publicado em 27/05/2020, às 13h07

Imagem ilustrativa de uma pistola
Imagem ilustrativa de uma pistola - Pixabay

Segundo reportagem publicada pelo jornal britânico, The Guardian, um novo relatório realizado pela Anistia Internacional revela lado brutal das forças armadas da Nigéria.

De acordo com o laudo, pelo menos 10 mil pessoas morreram enquanto estavam presas de forma ilegal no país. As forças de segurança do governo nigeriano apreenderam diversas pessoas durante um conflito já antigo, contra um grupo de jihadistas.

A Anistia revelou que muitas pessoas que foram presas ilegalmente eram na verdade civis, que haviam fugido de suas casas como tentativa de escapar da violência do principal grupo jihadistas, conhecido como Boko Haram.

O relatório analisou o estado dessas prisões ilegais, afirmando que as pessoas eram mantidas em condições desumanas, além de terem sido alvo de torturas e abuso sexual, chegando à morte.

Respostas

Outro fato que chamou a atenção foi o envolvimento do Reino Unido, que agiu com auxílio financeiro para a fundação de uma das prisões ilegais. Para a porta-voz da Anistia, Joanne Mariner, é necessário a realização de uma investigação urgente, para analisar tais acusações.

Em resposta ao laudo da Anistia, o diretor de relações públicas do Exército nigeriano coronel Sagir Musa, veio a público afirmando que as acusações são falsas e sem fundamento: “O Exército nigeriano nega categoricamente todas elas, e nenhum grupo conseguiu contradizer nossa posição até agora", finalizou.