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Fortuna dos bilionários norte-americanos cresce durante a pandemia, revela estudo

O resultado da pesquisa aumenta a discussão sobre a necessidade de impostos mais altos para as pessoas mais ricas nos Estados Unidos

Penélope Coelho Publicado em 10/12/2020, às 11h47

Imagem ilustrativa de notas de dólar
Imagem ilustrativa de notas de dólar - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações da agência de notícias AFP, divulgadas na noite da última quarta-feira, 9, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Políticos e Americanos pela Justiça Tributária (ATF), revelou que durante a pandemia do novo coronavírus, a riqueza dos bilionários estadunidenses aumentou ainda mais.

Segundo revelado, nesse período, a fortuna dos bilionários nos Estados Unidos aumentou em mais de US$ 1 trilhão de dólares. Ainda segundo a pesquisa, sabe-se que a riqueza coletiva dos 651 bilionários do país foi de 2,95 trilhões de dólares em 18 de março de 2020, para 4,01 trilhões de dólares na última segunda-feira, 7.

Os resultados revelados pelo Instituto de Estudos Políticos e Americanos pela Justiça Tributária aumentam a já conhecida discussão sobre impostos mais altos para os norte-americanos mais ricos, a fim de diminuir a desigualdade social.

"Nunca antes os Estados Unidos da América viram tal acúmulo de riqueza em tão poucas mãos", disse o diretor executivo do ATF, Frank Clemente.

"Seus lucros pandêmicos são tão imensos que os bilionários da América poderiam pagar por uma grande conta de socorro à covid-19 e ainda não perder um centavo de sua riqueza pré-vírus", informou Frank.

A pandemia de Covid-19 impactou fortemente a economia norte-americana, pensando nisso, a Casa Branca divulgou na última terça-feira, 8, uma proposta de estímulo de 916 bilhões de dólares para o país.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações dos órgãos de saúde, os Estados Unidos apresentam os dados mais alarmantes para o novo coronavírus, sendo o primeiro do mundo no número de mortes. No país, 289.529 mil pessoas já morreram em decorrência da doença e o número de casos é de 15.468.591.

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 68 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.570.696 milhão de mortes, sendo mais de 178 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19