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Fóssil de 1 bilhão de anos pode ser elo perdido para entender evolução animal

A impressionante descoberta foi feita na Escócia é única não apenas por sua idade, mas também por trazer um microrganismo nunca visto antes

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 01/05/2021, às 09h19

Fotografia mostrando microrganismo espantoso
Fotografia mostrando microrganismo espantoso - Divulgação/ Paul Strother

Na Escócia, um microfóssil encontrado recentemente está animando cientistas por conter um elo perdido na história da evolução animal. A notícia foi repercutida pela IstoÉ. 

O fóssil de menos de 30 micrômetros de diâmetro é datado de nada menos que 1 bilhão de anos atrás, sendo possivelmente o mais antigo já descoberto. Nele, é possível constatar a existência de um organismo que parece estar em transição entre ser unicelular e multicelular. 

Apesar da idade impressionante do achado, ele também estava incrivelmente preservado, o que os especialistas acreditam dever-se ao fato dele ter ficado enterrado sob o que costumava ser o leito de um lago

O microfóssil contém mais de um microrganismo diferente, como fungos e algas, mas é aquele que foi nomeado como “Bicellum brasieri” que chama mais atenção.

“O que vemos em Bicellum é um exemplo de tal sistema genético de diferenciação celular que pode ter sido incorporada ao genoma animal meio bilhão de anos depois”,  relatou o cientista Paul Strother, ainda de acordo com a IstoÉ. 

“Os biólogos especularam que a origem dos animais incluía a incorporação e reaproveitamento de genes anteriores que haviam evoluído anteriormente em organismos unicelulares”, acrescentou ele ainda.